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Sexo, sexo, sexo



Sou da teoria de que sexo cura tudo, mas não o sexo desregrado, sem afeto. Esse também ajuda, mas o sexo praticado com carinho e dedicação, cura até unha encravada. Um casal que faz sexo regularmente consegue desfazer ruídos na comunicação mais eficazmente do que os que apenas estão ao lado um do outro. Acredito no equilíbrio, 50% a 50%, cama e fora da cama. Pensando bem, estamos fazendo sexo mesmo quando não nos despimos, fazemos sexo quando somos carinhosos, quando beijamos singelamente a bochecha do amor, quando respeitamos seu silêncio, quando entendemos a piada apenas de olhar, quando estamos longe, mas estamos juntos. Sexo é a energia vital que pulsa em nosso sangue, é a vontade cruel, atormentada e deliciosa que antecipa a trepada, o beijo na boca que saliva embaixo. Sexo é imaginar você despido, me olhando com fome e matando minha sede. Sexo, meu senhor, é estar com você. É estar em você.

Sexo é tão bom que deveria ser obrigatório. Não esse sexo usado como arma, infelizmente muito comum nos dias de hoje. Sexo a gente tem que fazer não apenas para desopilar, mas para sentir. Sexo deve ser espontâneo, brincalhão, depravado e sem amarras. Pensando bem, amarrada também é bom. Sexo tem que impregnar a pele e a mente, sexo tem que invadir os pensamentos quando estamos no trânsito, deve ser o que nos rouba o ar ao mínimo impulso. Sexo faz bem pro coração/orgão e coração/sentimento, faz bem para a mente, para a alma, para o corpo. Sexo desmonta defesas e derruba muros, um olhar significativo de quem a gente gosta e pronto, imunidade e circulação em excelente estado. Sexo faz suar, desobstrui o nariz, alivia dores de cabeça, abaixa a febre, ilumina não só a pele, como a vida. Sexo deixa os olhos brilhando. Sexo aproxima e afasta, sexo melhora com o tempo desde que as pessoas se doem. Sexo é descoberta, é catarse, é afago e é dormir de conchinha. 

Sexo é sentir o mais íntimo de alguém dentro de você, é olhar nos olhos e desvendar a alma, é sussurrar eu te adoro baixinho no ouvido, é matar a saudade. Sexo é mergulhar um no outro, sexo é entrega, doação e atestado de propriedade, sexo é a língua molhada umedecendo a boca, a calcinha ensopada. Sexo é cueca estufada, fecho da calça arrebentando. Sexo são os botões da camisa se abrindo, o seu perfume impregnando os lençóis, seu hálito na minha nuca. Sexo é beber a cerveja no mesmo copo, é comer no mesmo garfo. Sexo é saber que há um colo e um abraço esperando, um beijo a ser roubado e uma vontade a ser saciada.


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