Pular para o conteúdo principal

Me rouba





Assaltante de língua, vem e rouba meu beijo, enfia essa sua língua bruta e quente na minha boca. Agarra meus braços e me puxa para você, vem com sua boca linda queimar minha pele. Me assalta, seu louco. Tira meu sono, tira meu juízo, me deixa tonta. Enfia essa sua mão esperta na minha blusa, abre minha calça, enfia seus dedos em minha calcinha. Me faça implorar, me faça querer, me faça amar. Sem essa de tempo, só tenho fome. De você, da sua boca em mim, do seu sexo. Quero fazer um sexo alucinado com você, sem essa de fazer amor. Quem faz amor não tem sangue correndo na veia, não tem sexo no pensamento, como eu, como nós. Nós transaremos feito loucos perdidos. Deixaremos um cheiro intenso de sexo pelo quarto, pela casa. Faremos barulho, vou gritar de gozo e de prazer.
Esse seu pau será devidamente bem tratado, esfolado e lambido como deve ser. Quero me perder e encontrar em seu corpo, quero me acabar de tanto matar minha fome de você. Quero que você desperte meu lado mais louco e mais selvagem, mais depravado. Quero olhar em seus olhos e ver todo o tesão que despertarei. Me come, me decifre. Me lambe, me chupe, me faça arder, me faça queimar, me faça viver.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu em mim

Eu estive aqui ontem. Hoje, sou outra a surgir. Eu estive aqui há um mês. Hoje, não quis voltar a dormir. Eu estive lá há um ano. Voltei agora e eu não sou o mesmo lugar. Eu me apaixonei há quatorze meses. Hoje, sou outra e não amo. Eu amei profundamente há três anos. Hoje, lembro com um afeto intenso, mas é outro o coração que pulsa. Eu me namoro hoje. Há oito meses queria morrer. Não sou a mesma em mim, mas somos as mesmas em processo de mudança. A Claudia melancólica, a Claudia fechada, a Claudia vibrante, a Claudia sombria, a Claudia falante. A Claudia quieta. A Claudia poeta. A Claudia que é a água de um rio, o sopro do vento, a chama da vela e a floreira da orquídea. A Claudia que me habita e a quem amo muito. A desesperança e o desânimo são intangíveis e impermanentes.  Meu amor por mim é árvore, que cresce um pouco todos os dias. Sou eu em mim, na mudança do hoje e do amanhã.

De onde vem os poemas

Fiquei anos sem escrever poesias ou textos porque faltou o ingrediente principal das minhas transpirações e inspirações: sentimento. Sim, clichê, não é? Justo eu, que sempre fiquei alguns graus fora do ângulo, cometo esses clichês e ou lugares comuns. Mesmo querendo fugir, tropeço nesse troço insondável chamado amor e suas implicações ora leves, ora duras e que tão lindamente me fazem sentir a vida correndo nas veias e deslizando para meus textos e poesias. Para minhas palavras atingirem fulminantemente o cérebro e os corações alheios primeiramente o meu cérebro e meu coração precisam estar flechados e perplexos com emoções indizíveis e mágicas. Sim, acredito na magia dos momentos e na poesia suave que pode ser criada a partir de um sentimento. Meu coração precisa ter um tanto de ideias e um tanto de pessoas dentro dele para que as emoções fluam e se transformem em poesias e textos. Para que eu flua e me transforme em poesia. Um equilíbrio de emoções que até podem parecer...

Dessas cartas de amor

Tento escrever sem parecer clichê ou piegas, mas as palavras que são tão fáceis de encontrar parecem fugir de mim. Talvez eu esteja envergonhada ou subitamente tímida, veja só. Mas você causa isso e muito mais em mim. Sei que pode ler meus escritos antigos e pensar que é mais um ou que sou volúvel, a verdade é que os outros foram o caminho, você sempre foi e é meu destino. Aliás, somos o destino um do outro. Você sabe. Sei que gostaria de não sentir o que sente e até ensaiou fugas, sei que está surpreso e confuso. Você não é perfeito e comete falhas, saiba que a perfeição está longe de mim. Então o aceito como é, meu amor enxerga seus defeitos e problemas e isso o faz humano. Hoje em dia, todos querem pessoas perfeitas, relações sem dificuldades, gente sem problemas, porém somos reais e carregamos uma bagagem de vida que nos deixa inseguros, orgulhosos, covardes, assustados. Essa é a vida, a vida possível. Em alguns momentos é pesada e rouba a espontaneidade, quero que a gen...